RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE CULTURAL – 2016
Dançando Além do CEU
Artes Cênicas | Difusão, Circulação e Dança | CEU Holde Scartezini – Navegantes/SC
Proponente: Bianca Alcantara Baldo
Seleção: 2016
Execução: Janeiro a Dezembro de 2016
Patrocínio: Portonave, MSC/Medlog
Valor executado: R$ 20.000,00
Abrangência: Municípios de SC – Região AMFRI
OBJETIVO E CONTEXTO
Por Que Este Projeto Existe
O Dançando Além do CEU nasceu da necessidade de dar
continuidade ao Grupo Dançar e Brilhar, construído desde
2009 no CEU Holde Scartezini, localizado em uma região de
vulnerabilidade social de Navegantes. O projeto buscou
ampliar a circulação cultural, levando a dança produzida no
CEU para além do seu território de origem.
A proposta previa 20 apresentações, 10 em municípios da
região da AMFRI e 10 em Navegantes, alcançando escolas
municipais, grupos de idosos e a APAE. Em um momento em
que Navegantes ainda não contava com um grupo de dança
com circulação regional, o projeto representou um passo
histórico para a cultura local.
O Que a Dança Transformou
Autoestima e disciplina
Expressão e criatividade
Convivência e vínculos familiares
Saúde e desenvolvimento pessoal
Identidade cultural do município
AÇÕES REALIZADAS
Formação Artística Integrada
O projeto estruturou um conjunto diversificado de oficinas e ações formativas ao longo de todo o ano de 2016,
articulando diferentes linguagens artísticas em um processo contínuo de aprendizagem.
Dança
Ensaios e oficinas com diferentes ritmos, dança
contemporânea, cultura brasileira, criação
coreográfica e aperfeiçoamento do movimento.
Expressão Corporal
Trabalho de esquema corporal, criatividade,
socialização, desinibição e consciência dos
elementos do movimento.
Teatro e Comunicação
Técnicas de interpretação teatral, declamação de
poesias e integração entre dança, teatro e
dramaturgia pelos próprios integrantes.
Musicalidade
Integração entre dança e música, com o grupo
desenvolvendo apresentações a partir do próprio
repertório musical.
CIRCULAÇÃO DO ESPETÁCULO
Infância sem Trégua – A Arte Transforma
O espetáculo abordou o trabalho infantil e os direitos da criança e do adolescente, utilizando dança, literatura e artes
integradas para provocar reflexão sobre violência, exploração e violação de direitos. A apresentação não se limitou ao
entretenimento, sendo a arte utilizada como linguagem de sensibilização social.
Foram realizadas 11 apresentações ao longo de quatro meses, em diferentes municípios e espaços culturais de Santa
Catarina. Duas apresentações não ocorreram: uma em Joinville, devido a fortes chuvas e alagamentos, e outra em
Itapema, em razão da suspensão de eventos da Fundação Cultural por dificuldades financeiras.
Após cada apresentação, foram realizados debates com o público, ampliando o impacto da temática social abordada
no espetáculo.
PÚBLICO E ALCANCE
Quem Foi Alcançado
O projeto contou com 25 integrantes diretos, alcançou 280 pessoas nas atividades de contrapartida e atingiu
aproximadamente 6.000 pessoas diretamente por meio das apresentações e ações realizadas.
O público atendido pertencia principalmente aos bairros Nossa Senhora das Graças, Porto das Balsas, São Domingos I
e II, São Paulo, Machados, Centro, Volta Grande e Meia Praia. As ações de contrapartida alcançaram espaços como
escolas municipais, grupos de idosos e a APAE, promovendo o contato entre os integrantes e diferentes realidades
sociais.
DESTAQUE DESTA EDIÇÃO
Emprego, Trabalho e Renda: Um Diferencial Estratégico
Um dos grandes diferenciais do Dançando Além do CEU,
II Edição, em relação à edição anterior foi a articulação
com o mercado de trabalho. O projeto não se restringiu
à formação artística: contou com uma ação estruturada
de inclusão produtiva para os jovens do território.
40 jovens foram inseridos no Programa de Iniciação
ao Trabalho (PIT/CIEE);
175 jovens participaram de oficinas socioeducativas;
10 adolescentes foram encaminhados para
aprendizagem na Portonave, com formação no
SENAI.
Cadeia Econômica Movimentada
O orçamento de R$ 20.000,00 movimentou
fornecedores de Navegantes, Itajaí e Balneário
Camboriú, com a contratação de serviços de:
Oficinas de dança, teatro e musicalidade
Produção cultural e costura
Transporte e alimentação
Sonorização e gravação de spots
IMPACTOS
Impactos Sociais e Culturais
Benefícios Gerados por Público
Participantes
Formação artística, elevação da
autoestima, disciplina,
autonomia e ampliação do
repertório cultural.
Famílias
Maior participação na trajetória
artística dos jovens e
aproximação com as atividades
culturais do projeto.
Município e Região
Fortalecimento da dança como
expressão cultural de
Navegantes e estímulo ao
intercâmbio regional.
SUSTENTABILIDADE E LEGADO
Legado e Impacto Duradouro
O projeto deixou resultados concretos que se estenderam além do período de execução. A execução garantiu a
continuidade do Grupo Dançar e Brilhar, ativo desde 2009 no CEU Holde Scartezini, em Navegantes. Com 11
apresentações realizadas em quatro meses, o grupo alcançou diferentes municípios e espaços culturais de Santa
Catarina, ampliando sua presença regional. O espetáculo
Infância sem Trégua
foi acompanhado de debates com o
público após as apresentações, reforçando o potencial da arte como ferramenta de sensibilização social. Também
foram inseridos 40 jovens no PIT/CIEE, aproximadamente 175 participaram das oficinas socioeducativas e 10
adolescentes foram encaminhados para aprendizagem na Portonave, com formação no SENAI. A articulação entre
formação artística, circulação cultural e inclusão produtiva constituiu o principal legado desta edição.